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- Saúde - Pesquisadores do HU-UFSC participam de estudo colaborativo internacional sobre Covid-19

10.03.2021

Pesquisadores do HU-UFSC participam de estudo colaborativo internacional sobre Covid-19

10.03.2021
Pesquisadores do HU-UFSC participam de estudo colaborativo internacional sobre Covid-19
Foto: Divulgacão

 

Resultados apontam que pacientes com a doença devem adiar a cirurgia para reduzir o risco de morte

 

Um grupo de pesquisadores que atuam no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) está participando de um estudo colaborativo internacional denominado SURG-Week, que é um braço do grupo de pesquisa Global & COVID Surg coordenado pela Universidade de Birmingham (Inglaterra). Trata-se de uma pesquisa de coorte multicêntrica internacional cujo objetivo é determinar o timing ideal para procedimentos cirúrgicos após infecção por SARS-CoV-2.

O pesquisador responsável por coordenar as ações na UFSC é o professor Humberto Fenner Lyra Júnior do Departamento de Cirurgia. Também participam do estudo José Mauro dos Santos e João Carlos Costa de Oliveira, também professores do Departamento de Cirurgia da UFSC; o médico Tiago Rafael Onzi e a residente Nathalia Siqueira Julio, do Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo do HU; e Marlus Tavares Gerber, médico do Serviço de Coloproctologia do HU.

Os primeiros resultados da pesquisa apontam que a cirurgia deve ser adiada por sete semanas após um paciente apresentar resultados positivos para Covid-19 - uma vez que as operações realizadas até seis semanas após o diagnóstico estão associadas a um risco aumentado de morte, de acordo com o novo estudo global.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes têm maior probabilidade de morrer (mais de duas vezes e meia) após as operações se o procedimento ocorrer nas seis semanas seguintes a um diagnóstico positivo para SARS-CoV-2. Liderados por especialistas da Universidade de Birmingham, mais de 25 mil cirurgiões trabalharam juntos como parte da COVID Surg Collaborative para coletar dados de 140.727 pacientes em 1.674 hospitais em 116 países, incluindo Austrália, Brasil, China, Índia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA - criando um dos maiores e mais abrangentes estudos de cirurgia do mundo.

Publicando suas descobertas na revista Anesthesia, os pesquisadores descobriram que os pacientes operados de 0-6 semanas após o diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2 apresentavam risco aumentado de morte pós-operatória, assim como os pacientes com sintomas no momento da cirurgia.

O coautor principal, Dmitri Nepogodiev, da Universidade de Birmingham, comentou: “Recomendamos que, sempre que possível, a cirurgia seja adiada por pelo menos sete semanas após um resultado positivo do teste SARS-CoV-2, ou até que os sintomas desapareçam se os pacientes continuarem com sintomas por 7 semanas ou mais após o diagnóstico”, explicou.

O coautor principal, Aneel Bhangu, da Universidade de Birmingham, acrescentou: “As decisões sobre o adiamento da cirurgia devem ser adaptadas para cada paciente, uma vez que as possíveis vantagens de um atraso mínimo de 7 semanas após o diagnóstico de SARS-CoV-2 devem ser balanceadas os riscos potenciais de atraso. Para algumas cirurgias urgentes, por exemplo para tumores avançados, cirurgiões e pacientes podem decidir que os riscos de atraso não são justificados”.

Embora seja conhecido que a infecção com SARS-CoV-2 durante a cirurgia aumenta a mortalidade e as diretrizes internacionais recomendem que a cirurgia deve ser adiada para pacientes com resultado positivo para Covid-19, há poucas evidências sobre a duração ideal do atraso.

Com informações do SURG-Week.

 

Link para o artigo:  https://doi.org/10.1111/anae.15458

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