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- Saúde - Laboratório Santa Luzia identifica primeiros casos suspeitos da variante britânica do coronavírus em SC

25.02.2021

Laboratório Santa Luzia identifica primeiros casos suspeitos da variante britânica do coronavírus em SC

25.02.2021
Laboratório Santa Luzia identifica primeiros casos suspeitos da variante britânica do coronavírus  em SC
Foto: Divulgação

Casos supeitos para a cepa B.1.1.7 do SARS-CoV-2 detectada na Inglaterra e em diversos países da Europa e do Mundo acabam de ser identificados em Santa Catarina, pelo Laboratório Santa Luzia, que integra a Dasa, líder brasileira em medicina diagnóstica. A empresa já comunicou a suspeita à Vigilância Epidemiológica Municipal de Florianópolis e à Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina (Dive/SC) .

 

 A confirmação da cepa em 16 pacientes ainda deverá ser realizada por meio de sequenciamento genético ​pelo Instituto Adolfo Lutz. “Os testes de RT-PCR utilizados para diagnóstico destes pacientes apresentou um padrão suspeito para esta nova variante, o que deverá ser confirmado pela metodologia de sequenciamento, porém com elevada probabilidade de tratar-se mesmo da variante do Reino Unido. Dado seu alto poder de transmissão esse​s resultado​s reforça​m ​a importância da aderência da população as medidas de isolamento social e uso de máscaras”, explica a diretora médica do Laboratório Santa Luzia, Annelise C. Wengerkievicz Lopes, patologista clínica.  

 

O ​teste de RT-PCR utilizado para este diagnóstico identifica três alvos distintos na sequencia genética do vírus. Nestas amostras, o teste identificou os 2 outros alvos, mas não detectou o gene S, da proteína spike - o que já foi observado anteriormente em outras amostras posteriormente confirmadas pelo método de sequenciamento. “A spike é a proteína que o vírus usa para se ligar à célula humana e, portanto, alterações nela podem tornar o vírus mais infeccioso. Os cientistas ingleses acreditam que seja esta a base de sua maior transmissibilidade”, explica o virologista da Dasa, José Eduardo Levi.

 

 A Dasa está com outra pesquisa em andamento em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da USP: de isolamento e cultivo dessa linhagem do vírus em meio de cultura, no laboratório, para gerar material que permita testar a eficiência dos testes de diagnósticos que só se baseiam em proteína S com esta variante. “Alguns testes de imunologia e de sorologia que só identificam a proteína S podem apresentar resultados falso negativos nos diagnósticos dessa nova variante. Estamos antecipando a avaliação para definir os exames que sofram menos interferência em seu desempenho de diagnóstico numa eventual expansão desta variante no Brasil”, explica o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana.

 

A mutação não ​parece ser mais letal do que outras cepas dominantes, mas pode ser mais transmissível. No Reino Unido, ela já representa mais de 50% dos novos casos diagnosticados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. “A prevenção ainda é o método mais eficaz para barrar a propagação do vírus: lavar as mãos, intensificar o distanciamento físico, usar máscaras e deixar os ambientes sempre ventilados. É  importante reforçar os cuidados”, finaliza a médica.

 

*Dados sobre os casos supeitos em SC*

 

Números de pacientes identificados pelo Laboratório Santa Luzia: 16

Gênero: 7 feminino e 9 masculino

 

Cidades identificadas: Florianópolis, Palhoça e São Jose  

 

Idade dos casos:

 

Entre 0 a 10 anos: 2

 

Entre 11 a 19: 1

 

Entre 20 e 39: 4

 

Entre 40 e 59: 6

 

Mais de 60: 3 

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