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Florianópolis, 4 abril 2025
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Construções irregulares na Praia Brava são alvo de ação do MPF/SC

Meio ambienteConstruções irregulares na Praia Brava são alvo de ação do MPF/SC
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O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC) ajuizou ação civil pública contra o município de Florianópolis e a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) por diversas construções irregulares na orla da Praia Brava, na Capital. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 20, pela Assessoria de Comunicação do MPF. 

O procurador da República Walmor Alves Moreira, autor da ação, pede que o município seja condenado, em caráter liminar, a enquadrar as áreas de restinga, manguezal, mata ciliar, curso d'água e faixa de praia da orla marítima da Praia Brava como áreas de preservação permanente (APP) não edificáveis, nos termos da legislação federal. Em caso de descumprimento, deve-se cobrar da Prefeitura uma multa diária de R$ 10 mil.

Se condenados, os réus deverão instaurar, no prazo de 60 dias, procedimentos administrativos para cada ocupação irregular na orla da Praia Brava, com relatórios de andamento apresentados em até seis meses. O Ibama também deverá ser notificado sobre a instauração de cada expediente, caso queira atuar no caso dentro de suas competências. O prazo para conclusão dos procedimentos é de um ano.

Além disso, Prefeitura e Floram deverão promover a recuperação ambiental dos locais degradados pelas ocupações irregulares, através de programa aprovado previamente pelo Ibama e pelo MPF. A multa diária solicitada na ACP, em caso de descumprimento das medidas, é de valor não inferior a R$ 10 mil.

Entre os pedidos referentes apenas ao município de Florianópolis está a obrigação de não mais conceder alvarás e licenças de construção/reforma nas áreas de preservação da Praia Brava e os deferidos durante a ação civil pública deverão ser anulados. A Prefeitura será obrigada a adotar, em caso de condenação, a lei federal em vigor – que caracteriza APPs como não edificáveis – em lugar do regra de zoneamento urbanístico hoje utilizada, menos restritiva, que permite a ocupação de restinga, faixa de praia e manguezais do local.

Assim que a sentença transitar em julgada, ou seja, não admitir mais recursos, com a declaração da área de preservação permamente na Praia Brava, o município precisará adequar o plano diretor à decisão judicial. A região também deverá receber sinalização ostensiva indicando a APP.