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- Política - Eleições fragmentaram mais o poder dos partidos em SC, mostra estudo da Udesc Esag

30.11.2020

Eleições fragmentaram mais o poder dos partidos em SC, mostra estudo da Udesc Esag

30.11.2020
Eleições fragmentaram mais o poder dos partidos em SC, mostra estudo da Udesc Esag
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As eleições municipais encerradas no último domingo, 29, tiveram como efeito uma dispersão do poder político em Santa Catarina, com uma menor concentração nos grandes partidos. A conclusão é de estudo do grupo de pesquisa Callipolis, ligado ao Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), divulgado nesta segunda-feira, 30.

O grupo de pesquisadores coordenado pelo professor Leonardo Secchi criou o Índice de Força Partidária Municipal (IFPM), uma escala expressa em porcentagens que mede o poder político de cada partido no Estado. Além do número de prefeitos e vereadores eleitos, o índice leva em conta o peso de cada município, com base em sua população e força econômica, medida pelo produto interno bruto (PIB) local.

Leia aqui o relatório completo.

Esta foi a primeira eleição em que passou a vigorar a regra que obriga os partidos a lançar chapas “puras” para o poder legislativo, sem coligações. Isso levou a um aumento expressivo do número de candidatos a prefeito e vereador e a uma fragmentação ainda maior. “A simplificação partidária esperada pela Emenda Constitucional 97/2017 provocou efeitos contrários de curto prazo”, explica o professor Leonardo Secchi.

Como resultado, o poder dos maiores partidos recuou. A força somada dos quatro maiores partidos (MDB, PSD, PSDB e PP), que chegava perto de 80%, caiu abaixo de 60%. Também houve recuo dos partidos de esquerda e centro esquerda (PT, PDT, PSB, PSOL e PCdoB), que agora somam menos de 5% da força política em Santa Catarina.

Por outro lado, houve avanço de partidos como DEM, Podemos, Novo, PL, PSL e Republicanos. Estes partidos também passam a administrar as três maiores cidades do estado: Joinville (Novo), Florianópolis (DEM) e Blumenau (Podemos). "Isso pode ser um indicativo de novas coalizões e novo padrão de disputa partidária nas eleições de 2022 em Santa Catarina", avalia Secchi.

Força dos partidos em SC
(após as eleições de 2020)

 

  • MDB - 22,09%

  • PSD - 15,92%

  • PSDB - 10,71%

  • PP - 10,40%

  • DEM - 7,09%

  • Podemos - 6,69%

  • Novo - 6,60%

  • PL - 5,71%

  • PSL - 3,89%

  • Republicanos - 1,92%

  • PT - 1,83%

  • PDT - 1,79%

  • PSC 1,23%

  • Cidadania - 0,96%

  • PSB - 0,79%

  • Patriota - 0,74%

  • PSOL - 0,36%

  • DC - 0,31%

  • Solidariedade - 0,30%

  • PTB - 0,27%

  • Avante - 0,19%

  • PCdoB - 0,13%

  • PROS - 0,06%

  • PRTB - 0,02%

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