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- Saúde - App criado por estudantes do SENAI controla lotação do Hospital Infantil Joana de Gusmão

10.11.2020

App criado por estudantes do SENAI controla lotação do Hospital Infantil Joana de Gusmão

10.11.2020
App criado por estudantes do SENAI controla lotação do Hospital Infantil Joana de Gusmão
Foto: Divulgação

Software auxilia a instituição a controlar atendimentos na emergência e no ambulatório, reduzindo o tempo de permanência dos pacientes que precisam buscar atendimento médico

 

A tecnologia tem sido uma importante aliada do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG) para que os pacientes fiquem o menor tempo possível na emergência e no ambulatório à espera de internação. Há três meses um aplicativo desenvolvido por estudantes do SENAI vem sendo utilizado pela entidade. Ainda em fase de testes, o software faz a gestão de leitos para que o paciente seja internado no máximo em uma hora (de acordo com a gravidade do caso). 

Supervisor dos cursos técnicos do SENAI/SC em Florianópolis, João Clayton Aires conta que a ideia do aplicativo surgiu em abril durante conversa com a direção do hospital. “Eles sentiam a necessidade de melhorar a gestão de leitos e UTIs. Imediatamente aceitei o desafio e convidei alunos e professores para fazerem parte do time de desenvolvimento da solução. Essa foi uma excelente oportunidade de os nossos estudantes desenvolverem uma solução com base em um problema real, deixando-os preparados para o Mundo do Trabalho, a partir da criação de múltiplas competências técnicas e socioemocionais”, enfatiza.

Conforme a coordenadora do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do hospital, Claudia Koch, os setores envolvidos são: a emergência e o ambulatório, que fazem a solicitação de leito; o NIR, que regula este pedido, registrando os dados do paciente no Link Leito; e a Unidade D, que verifica o pedido e providencia o leito. “Entre os indicadores de eficiência está o tempo que leva entre o pedido de leito e a efetiva internação do paciente”, explica Claudia.

De acordo com o diretor-geral do HIJG, Flamarion da Silva Lucas, a meta é que em até uma hora o paciente seja levado para a unidade de internação. “O problema da superlotação em emergências ocorre em hospitais Brasil afora. Muitas vezes, atrasa porque o leito na unidade ainda não está higienizado e organizado para receber outro paciente. Com o Link Leito passamos a ter métricas. O aplicativo avisa para as unidades o status da emergência, se está vazia ou cheia, e marca o tempo para que a enfermagem ‘puxe’ esse paciente para a internação. Assim, a unidade se preocupa em trazer o paciente em até uma hora”, explica o diretor-geral.

Duas enfermeiras do NIR se revezam na tarefa de registrar os pedidos de leito no aplicativo. Entre elas, a enfermeira Caroline Scherer lista o que pede o formulário. “Preenchemos a idade, sexo, peso, o diagnóstico, se precisa de isolamento ou não, entre outras observações”, descreve. Assim, o paciente aparece como pendente no aplicativo e começa a contagem do tempo.

O Link Leito é fruto da implantação no hospital do Projeto Lean nas Emergências, parceria do Ministério da Saúde com o Hospital Sírio-Libanês que visa reduzir a superlotação nos serviços de emergência de hospitais do SUS.

O diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira, ressalta o papel da entidade na preparação de cidadãos capazes de melhorar a comunidade na qual estão inseridos. “É nossa missão formar profissionais alinhados às demandas do mercado, mas também atentos ao impacto social de suas ações. Iniciativas como essa reforçam o espírito solidário e colocam à disposição de entidades, como o Hospital Infantil, tecnologias capazes de transformar a rotina e aumentar a eficiência de sua gestão”, frisa. 



::: Desenvolvimento do software


Os estudantes Marco Antônio da Silva Júnior e Pedro Henrique Lopes dos Santos, do curso técnico em desenvolvimento de sistemas do SENAI/SC, foram os responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo, com a mentoria também voluntária dos professores Paulo Eduardo Battistella e Clóvis Lemos Tavares. “Aceitamos o desafio porque agregaria conhecimento desenvolver um software e também para ajudar numa causa importante. Ouvimos o que os funcionários do hospital tinham para dizer, o que eles precisavam. A maior dificuldade foi justamente entender esse fluxo de trabalho. Tivemos que aprender como funciona a emergência, o gerenciamento de leitos, enfim, o que cada um faz, em apenas um mês. Foi um aprendizado bastante significativo”, observa Silva Júnior. “Agora eles têm na palma da mão um aplicativo de gerenciamento ágil e eficiente, com o qual a direção do hospital também pode acompanhar o trabalho da equipe”, complementa Santos.

A parceria SENAI/SC e HIJG vem desde 2019, quando estudantes do curso técnico em manutenção e suporte em informática deram início à recuperação e conserto de computadores do hospital.

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